sábado, 9 de julho de 2011

PESQUISA COM SUBSTÂNCIAS QUE ALTERAM O ESTADO DE CONSCIÊNCIA COMO POSSIBILIDADE DE TRATAMENTO.

Alucinógenos que podem curar
Em horas, substâncias psicoativas são capazes de induzir realinhamentos psicológicos profundos que exigiriam décadas para serem alcançados no divã.
por Roland R. Griffiths e Charles S. Grob
SANDY LUNDAHL, EDUCADORA EM SAÚDE DE 50 ANOS DE IDADE, chegou ao centro de estudos biológicos comportamentais na Johns Hopkins University School of Medicine em uma manhã de primavera de 2004. Ela se ofereceu para participar de um dos primeiros estudos com drogas alucinógenas nos Estados Unidos em mais de três décadas. Preencheu questionários, conversou com os dois monitores que estariam com ela pelas próximas oito horas e se ajeitou no confortável espaço parecido com uma sala de estar em que a sessão aconteceria. Então, engoliu duas cápsulas azuis e reclinou-se em um sofá. Para ajudá-la a relaxar e focar seu interior, ela usava tapa-olhos e fones de ouvido, que transmitiam música clássica especialmente selecionada.
As cápsulas continham uma alta dose de psilocibina, principal componente dos cogumelos “mágicos”, que, como o LSD e a mescalina, produzem alterações de humor e percepção, mas muito raramente alucinações. Ao final da sessão, quando os efeitos haviam se dissipado, Sandy, que nunca havia tomado um alucinógeno antes, preencheu mais questionários. Suas respostas indicavam que, durante o tempo em que ficou na sala, havia passado por uma profunda experiência mística.
Em uma visita de acompanhamento mais de um ano depois, ela disse que continuava a pensar na experiência diariamente e – o mais notável – que ela a considerava o evento mais pessoal e espiritualmente significativo de sua vida. Ela sentia que aquilo trouxera mudanças positivas em seu humor, atitudes, comportamento e uma perceptível melhora em sua satisfação com a vida como um todo. “Parece que a experiência levou a uma aceleração do meu desdobramento ou desenvolvimento espiritual”, descreveu. “Lampejos de introspecção ainda ocorrem… Sou muito mais amorosa – compensando as feridas que causei no passado… Sou cada vez mais capaz de perceber as pessoas como tendo a luz do divino fluindo por elas.”
Sandy foi uma de 36 participantes de um estudo conduzido por um de nós de (Griffiths) na Johns Hopkins que começou em 2001 e foi publicado em 2006, seguido por um relatório que saiu dois anos depois. Quando o primeiro trabalho apareceu no periódico Psychopharmacology, muitos membros da comunidade científica saudaram a ressurreição de uma área de pesquisas que estava dormente havia um bom tempo. Os estudos com a psilocibina na universidade continuam por dois caminhos: um explora os efeitos psicoespirituais da droga em voluntários saudáveis. O outro estuda se os estados de consciência alterada induzidos por alucinógenos – e, em particular, experiências místicas – poderiam mitigar os efeitos de vários problemas psiquiátricos e comportamentais, incluindo alguns para os quais as terapias atuais não chegam a ser efetivas. A principal droga usada nesses estudos é a psilocibina, que integra os chamados alucinógenos clássicos. Assim como as outras drogas dessa classe – psilocina, mescalina, DMT e LSD –, a psilocibina age nos receptores de serotonina das células cerebrais. Confusamente, substâncias de outras classes que exercem efeitos farmacológicos diferentes desses dos alucinógenos clássicos também são rotuladas como alucinógenos” pela mídia e por relatórios epidemiológicos. Esses compostos, alguns dos quais também podem oferecer potencial terapêutico, incluem a quetamina, o MDMA (popularizado como “ecstasy”), salviorina A e ibogaína, entre outros.
SUPERANDO LEARY

A PESQUISA TERAPÊUTICA com os alucinógenos se vale de evidências promissoras observadas em estudos iniciados nos anos 50 que, coletivamente, envolveram milhares de participantes. Alguns desses estudos sugeriam que os alucinógenos poderiam ajudar a tratar a dependência química e a aliviar o sofrimento psicológico das doenças terminais. Essa pesquisa parou no início dos anos 70, quando o uso recreativo dos alucinógenos, principalmente o LSD, cresceu e atraiu uma cobertura sensacionalista da mídia. Esse campo de investigação também foi afetado pela demissão amplamente divulgada de Timothy Leary e Richard Alpert da Harvard University em 1963, em resposta à preocupação sobre métodos heterodoxos de pesquisa usando alucinógenos, incluindo, no caso de Alpert, oferecer psilocibina a um estudante fora do campus.
O crescente uso sem supervisão de substâncias pouco compreendidas, em parte resultado do apoio dado a elas pelo carismático Leary, ganhou repercussão. O Ato de Substâncias Controladas, de 1970, pôs os alucinógenos comuns na Lista 1, a categoria mais restritiva. Novas limitações foram impostas à pesquisa com humanos, a subvenção estatal foi suspensa e os pesquisadores envolvidos nessa linha de pesquisa se viram profissionalmente marginalizados.
Décadas se passaram antes que as atitudes que bloquearam as pesquisas arrefecessem o bastante para permitir estudos rigorosos com humanos envolvendo o uso dessas substâncias. As experiências místicas permitidas pelos alucinógenos interessam os pesquisadores particularmente porque têm o potencial de produzir mudanças positivas rápidas e duradouras no humor e comportamento – alterações que podem demandar anos de esforço na psicoterapia convencional.
O trabalho feito na Johns Hopkins é emocionante porque demonstra que essas experiências podem ser produzidas em laboratório na maioria das pessoas estudadas. Ele permite, pela primeira vez, pesquisas científicas rigorosas e avaliações que registram os voluntários antes e depois do uso da droga. Esse tipo de estudo permite aos pesquisadores examinar as causas e efeitos psicológicos e comportamentais dessas experiências extraordinárias.
Pesquisadores da Johns Hopkins usaram questionários originalmente desenvolvidos para avaliar experiências místicas que ocorriam sem drogas. Eles também analisaram os estados psicológicos gerais dos participantes entre dois e 14 meses após a sessão com psilocibina. Os dados mostraram que os participantes experimentaram um aumento na autoconfiança, maior sensação de contentamento interior, melhor capacidade de tolerar frustrações, diminuição do nervosismo e aumento no bem-estar geral. Um comentário típico de um participante: “A sensação de que tudo é Um, que eu experimentei a essência do Universo e o saber que Deus não nos pede nada, exceto receber amor. Não estou sozinho. Não temo a morte. Sou mais paciente comigo mesmo”. Outra participante ficou tão inspirada que escreveu um livro sobre as experiências.
ALÍVIO DO SOFRIMENTO
QUANDO A PESQUISA SOBRE a terapia baseada em alucinógenos foi suspensa, há cerca de 40 anos, deixou uma lista de tarefas que incluía o tratamento do alcoolismo e outras dependências, a ansiedade associada ao câncer, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de estresse pós-traumático, desordens psicossomáticas, transtornos severos de personalidade e autismo.
No câncer, os pacientes frequentemente se confrontam com ansiedade severa e depressão, e antidepressivos e drogas redutoras de ansiedade podem ter uma atuação limitada para amenizar esses casos. Nos anos 60 e início dos 70, mais de 200 pacientes de câncer receberam alucinógenos clássicos em uma série de estudos clínicos. Em 1964, Eric Kast, da Chicago Medical School, que administrou LSD a pacientes terminais com dores severas, relatou que os pacientes desenvolveram um “desprezo peculiar pela gravidade de sua situação e conversavam livremente sobre sua morte iminente com uma característica considerada não usual pelos costumes ocidentais, mas muito benéfica aos seus estados mentais.” Estudos posteriores, produzidos por Stanislav Grof, William Richards e seus colegas do Spring Grove Psychiatric Hospital próximo a Baltimore (e mais tarde no Maryland Psychiatric Research Center) usaram LSD e outro alucinógeno clássico, o DPT (dipropiltriptamina). Os testes mostraram diminuição na depressão, ansiedade e medo da morte. E pacientes com experiências místicas mostram as melhoras mais significativas na medição psicológica de bem-estar.
Um de nós (Grob) atualizou esse trabalho. Em setembro passado, um ensaio no periódico Archives of General Psychiatry relatou um estudo piloto realizado entre 2004 e 2008 no Harbor-Ucla Medical Center para avaliar se as sessões com psilocibina reduziam a ansiedade em 12 pacientes terminais de câncer. Apesar de o estudo ser pequeno demais para permitir conclusões mais significativas, foi encorajador: os pacientes mostraram diminuição na ansiedade e melhora no humor, mesmo vários meses após a sessão.
Alcoólatras, fumantes e outros dependentes químicos podem relatar vitória sobre suas dependências após uma experiência mística que os afetou profundamente e ocorreu
de forma espontânea, sem uso de drogas. A primeira onda de pesquisas clínicas com alucinógenos reconheceu o potencial terapêutico dessas experiências transformadoras. Mais de 1.300 pacientes participaram de estudos sobre dependência que originaram mais de duas dúzias de publicações décadas atrás. Em alguns desses estudos foram administradas altas doses em pacientes pouco preparados e reduzido apoio psicológico, alguns fisicamente presos ao leito. Pesquisadores que compreendiam a importância da preparação e deram apoio a seus pacientes tendiam a obter melhores resultados. Esse trabalho antigo trouxe resultados promissores, mas inconclusivos.
A nova geração de pesquisa com alucinógenos, com melhores metodologias, deve ser capaz de determinar se essas drogas podem de fato ajudar as pessoas a superar dependências. Além do tratamento da dependência, os estudos mais recentemente começaram a testar se a psilocibina pode mitigar os sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo. Outras substâncias controladas com mecanismos diferentes de ação também estão mostrando potencial terapêutico. Pesquisas evidenciam que a quetamina, administrada em baixas doses (é normalmente usada como anestésico), poderia dar um alívio mais rápido da depressão que os antidepressivos tradicionais, caso do Prozac. Um teste recente, na Carolina do Sul, usou o MDMA para tratar com sucesso o transtorno de estresse pós-traumático em pacientes em que as terapias convencionais não produziram efeito. Testes similares com o MDMA estão a caminho na Suíça e em Israel.
A ESTRADA À FRENTE
PARA QUE AS TERAPIAS COM USO de alucinógenos clássicos ganhem aceitação, terão de superar preocupações que emergiram com os excessos dos “psicodélicos anos 60”. Os alucinógenos podem, às vezes, induzir à ansiedade, paranoia ou pânico, que, em ambientes sem supervisão, podem produzir ferimentos acidentais ou mesmo suicídio. No estudo feito na Johns Hopkins, mesmo após cuidadosa seleção, e ao menos oito horas de preparação com um psicólogo clínico, cerca de um terço dos participantes experimentaram algum período de medo significativo e cerca de um quinto sentiram paranoia em algum momento durante a sessão. Mas no ambiente acolhedor oferecido pelo centro de pesquisas e com a constante presença de guias treinados, os participantes não demonstraram efeitos negativos duradouros.
Outros riscos potenciais dos alucinógenos incluem psicose prolongada, aflição psicológica, distúrbios na visão ou nos outros sentidos, com duração de dias ou mais. Esses efeitos, no entanto, não são muito frequentes e se mostram ainda mais raros em voluntários preparados psicologicamente. Apesar do eventual abuso na utilização dos alucinógenos clássicos (usados de forma a pôr em risco a segurança dos usuários ou de outros), eles não são tipicamente considerados drogas viciantes, porque não levam ao uso compulsivo nem produzem síndrome de abstinência. Para ajudar a minimizar as reações adversas, os pesquisadores da Johns Hopkins publicaram recentemente um conjunto de normas de segurança para a realização de estudos com altas dosagens de alucinógenos. Em função da habilidade dos pesquisadores em tratar com os riscos das drogas, sentimos que os estudos dessas substâncias devem continuar devido ao seu potencial para transformar a vida, digamos, de um paciente de câncer ou dependente químico. Se elas se mostrarem úteis no tratamento do abuso químico, ou da ansiedade existencial associada a doenças que põem a vida em risco, pesquisas posteriores poderiam ser beneficiadas. Os benefícios também podem vir da neuroimagem e de técnicas farmacológicas que não existiam nos anos 60 e que fornecem uma melhor compreensão de como essas drogas atuam.
A visualização das áreas do cérebro envolvidas nas emoções e pensamentos intensos que as pessoas têm sob a influência das drogas dará uma janela para a psicologia por trás das experiências místicas produzidas pelos alucinógenos. Pesquisas adicionais também poderão trazer abordagens não farmacológicas mais eficientes se comparadas às práticas espirituais tradicionais, como meditação ou jejum para produzir experiências místicas e mudanças comportamentais desejadas.
A compreensão sobre como as experiências místicas podem levar a atitudes benevolentes em relação a si mesmo e aos outros deve ajudar a explicar o bem documentado papel de proteção da espiritualidade no bem-estar e saúde psicológica. As experiências místicas podem originar um senso profundo e duradouro da interconexão entre pessoas e coisas – perspectiva que está por trás dos ensinamentos éticos das tradições religiosas e espirituais. Assim, uma compreensão da biologia dos alucinógenos clássicos poderia ajudar a esclarecer os mecanismos por trás do comportamento ético e cooperativo humano – conhecimento que, acreditamos, poderá vir a ser crucial para sobrevivência da nossa espécie.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Filtro solar pode fazer engordar e produzir celulite? Devemos usar sempre protetor solar? Qual tipo?

            Essas perguntas estão sempre presente quando o assunto é a proteção solar. Para nós Cirugiões Dentistas e Terapeutas Naturais, o melanoma, o carcinoma basocelulr e o espinocelular, são motivos de preocupação quando da incidencia de radiação solar sobre a face produzindo lesões nos lábios, base do nariz, entre outras áreas,  muitas vezes percebidas inicialmente no consultório odontológico.
           Como existem aluns questionamentos sobre o assunto da exposição solar, inclusive sobre o uso dos protetores, apresento abaixo um resumo baseado principalmente em dois textos: uma entrevista do Dr. Lair Ribeiro á Arrase e matéria publicada no Site www.umaoutravisao.com.br, de autoria do Dr. José Carlos Brasil Peixoto - Médico.

Uma das grandes preocupações que as pessoas têm hoje, especialmente quando estão expostas ao sol em praias, piscinas, parques aquáticos, caminhadas, etc., é com relação á proteção da pele de forma a prevenir a incidência do câncer de pele.
Nesse aspecto a mídia tem proporcionado enorme contribuição divulgando os mecanismos de prevenção e promovendo debates com profissionais da área médica, em especial dermatologistas, buscando dirimir as dúvidas do público.
A abordagem clássica traz sempre a recomendação da utilização dos protetores solares e sua indicação para cada tipo de pele, chegando algumas delas a sugerir o uso dos protetores mesmo em ambientes sem luz solar direta.
Apesar da correta indicação da proteção o que pauta a conduta é evitar o excessivo tempo de permanência ao sol. Alguns fatores necessitam ser considerados, inclusive que a luz solar é benéfica ao organismo e que este dela necessita para o processamento da vitamina D, mais especificamente a vitamina D3, importante para a fixação do cálcio nos ossos.
A primeira coisa que devemos buscar identificar é o que é a radiação ultravioleta (UV ) que divide-se em três tipos de acordo com o comprimento de onda:
1) UV-A: emissões de 315-400 nm, constituem 98,7% da radiação ultra violeta que chega na superfície da Terra, não é perigosa pois normalmente não causa queimaduras embora possa estar relacionada com o envelhecimento da pele, não é afetada pela atmosfera, nem mesmo pelas alterações de espessura da camada de ozônio;
2) UV-B: emissões de 280-315 nm, é filtrada pela camada de ozônio, mas também depende do ângulo do sol e da cobertura de nuvens. Quando mais fina a camada de ozônio maior a passagem de UV-B. Normalmente a camada de ozônio é mais fina no nível do equador e mais espessa nos pólos. (O buraco na camada de ozônio, na realidade não é um orifício na ozonosfera, mas sim uma diminuição na espessura dessa porção da estratosfera. O local mais atingido é a Antártica, e sua redução é sazonal geralmente entre agosto e início de novembro. Recentemente a camada de ozônio tem sofrido discreta regeneração.)
3) UV-C: emissões de 200-280 nm, considerada letal, é normalmente absorvida de forma completa pelo oxigênio e pelo ozônio, mesmo quando a camada de ozônio está na sua menor espessura. 


Uma questão relevante nesse assunto vai na contramão de tudo quanto é mencionado sobre a proteção dos filtros solares, uma vez que segundo o Dr. Ralph Moss, boa parte da pesquisa que sustenta a relação sol/melanoma (que é o principal câncer de pele), é mantida pela SCF- Skin Center Foudation, com forte influência sobre os dermatologistas mas pesadamente patrocinada pela indústria de protetores solares. Essa indústria deu um salto em seus lucros de 18 milhões de dólares em 1972 para meio bilhão atualmente. Esse aumento imensamente superior ao crescimento populacional teria uma relação marcante com as preocupações com os efeitos negativos da luz solar, devidamente amplificados pelos meios de comunicação, que naturalmente costumam ser bastante solidários com as campanhas que envolvem os lucros de grandes corporações internacionais.
Ainda com relação a natureza do melanoma ocorre um paradoxo, pois comprova-se maior incidência do mesmo quanto mais se afasta da linha do equador, situação inversamente relacionada á lógica desse câncer.
Outro fator ainda relevante diz respeito a que muitas dessas lesões de melanoma ocorrem em locais fora da área de exposição solar, ou muito pouco expostas, como axilas, espaço entre os dedos, mucosas, entre outras ainda mais distantes dos raios solares.
Existe uma relação entre o câncer e pele tipo não melanoma  (basocelular e espinocelular) e a exposição indevida a UVB, mas geralmente não é essa a única causa desse tipo de câncer. Aspectos alimentares como uma ingesta pobre em frutas e verduras, entre outros, tabagismo, tipo de pele e sinais, compõem uma gama de premissas para esse tipo de doença.
O Dr. A. Bernard Akerman, um dos maiores especialistas em dermatologia e em câncer de pele, chefe de um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento em dermatologia, considerado personalidade do ano pelo American Academy of Dermatology, contradiz alguns pontos rotineiramente aceitos por médicos e o público em geral:
1)      Não há ligação entre luz solar e melanoma;
2)      Não acredita que as queimaduras solares necessariamente causem câncer de pele;
3)      Não acredita que o protetor solar possa proteger a pele contra o câncer de pele, especialmente o melanoma.
Precisamos então saber o que ocorre com os protetores solares utilizados especialmente no Brasil. Um dos problemas importantes que o consumidor brasileiro necessita saber é que uma das substâncias químicas mais utilizadas como filtro solar é proibida na Europa. Trata-se do 4-MBC (4-Metilbenzilideno Cânfora), (também conhecida com os nomes de  Eusolex 6300 (lab. Merck) Parsol 5000 (Givaudan-Roure) e Neo Heliopan (Galena). Varios estudos apontam essa substância como uma das substâncias do grupo dos disruptores hormonais, com potencial ação estrogênica. Dessa forma o 4-MBC poder ter influência altamente negativa no câncer e mama. Pode apresentar ainda influência negativa sobre a glândula tireóide, afetando os níveis de TSH (Hormônio da Hipófise Estimulante da Tireóide), alterando as taxas dos próprios hormônios tireoidianos, T3, T4, induzindo a quadro de hipotireóidismo. Apresenta ainda outra ação negativa importante relacionada a ação uterotrófica, mostrando ação semelhante aos estrogênios (hormônio de ação proliferativa do endométrio).
Outro fator relevante ao 4-MBC é sua propriedade acumulativa nos tecidos (bioacumulação), sem perder suas propriedades de interferir em seus sistemas endócrinos, reprodutivos e imunológicos. (Um exemplo clássico de poluente que se acumula no meio ambiente é o desastroso agro-tóxico DDT). Por esse motivo o The Scientific Committee on Cosmetic Products, SCCP, se reuniu em Bruxelas em 2005 e recomendou a proibição do uso do 4-MBC nos cosméticos na Europa.
Outra substância muito comum nos protetores solares é o Octyl methoxycinnamate (OMC), um produto que funciona como filtro ultra-violeta, de uso muito difundido, teve reconhecida ação tóxica celular, principalmente quando... exposto à luz solar! Ou seja, essa substância é química perigosa por si só, e multiplica sua toxicidade ao entrar em contato com a luz solar. Essas pesquisas foram feitas por pesquisadores noruegueses.
Adicionalmente poderíamos ainda considerar que na formulação de quase todos os protetores solares, mesmo aqueles que parecem não conter essas substâncias, encontraremos metilparabenos e metilbenzenos, substâncias que também se encontram catalogadas como disruptores hormonais e poluentes ambientais.
Essa formulação estrogênica pode portanto levar ao aumento de peso, retenção de líquidos e celulite. Nos homens que usam filtro solar, ocorre o aumento do tecido mamário e o arredondamento dos glúteos, dando-lhes uma forma típica do corpo feminino. O homem fica com ‘peito e bunda’.
O grande problemas dos protetores solares é que eles embora forneçam proteção contra os raios UVB, não protegem contra os raios UVA que são os raios que realmente produzem estragos na pele. Os protetores que utilizam como filtro solar o Tinosorb como princípio ativo, que não é tóxico ao organismo, protegem contra os raios UVA, não engordam e não possuem atividade cancerígena.
O sol é fundamental para a vida no planeta e não é diferente para seres humanos. Todo excesso faz mal, assim como toda falta. Os raios solares exercem importante papel na cura de várias doenças e na estimulação do organismo. O que acontece hoje em dia é que as pessoas quase não possuem contato com o sol e quando se expõem ficam por tempo muito prolongado.
As pessoas têm medo de ficar com melanoma (câncer de pele) se tomarem sol, mas paradoxalmente, quanto menos as pessoas tomam sol no mundo, mais cresce a incidência de melanoma e de cânceres diversos como de pulmão, próstata, colo, e de doenças como o diabetes, o raquitismo, doenças cardíacas, perda de dentes.
Se você vai usar um protetor com filtro solar, FPS, que proteja contra os raios UVA, deve saber que escolher índices altos de FPS pode ser simples desperdício de dinheiro. Por exemplo, se alguém pega sol por vinte minutos e esse é o tempo para sua pele começar a ficar vermelha, escolhendo um protetor com FPS-15, significa que ele estaria protegido da seguinte maneira: 20 minutos x 15 = 300 minutos ou cinco horas. Isso resulta que com esse FPS a pessoa poderia ficar ao sol por cinco horas sem ficar vermelha. Se você utilizar um FPS 70, poderia no mesmo exemplo, ficar ao sol por 1.400 minutos, ultrapassando 23 horas, dessa forma está pagando mais caro por uma proteção que não irá usar já que o sol não dura todo esse tempo.
O índice FPS indica quanto o produto protege contra a radiação UVB.
O índice PPD indica quanto o produto protege contra a radiação UVA.
Estudos feitos no Brasil pela PRO TESTE, revista da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, nº 87 de dezembro de 2009, avaliou dez marcas de protetores solares mais utilizados, constatou: Metade dos produtos testados oferece baixa proteção contra UVA. Um apresentou classificação ruim para o  quesito proteção-UVA. Dos dez protetores FPS 30 testados apenas dois foram considerados eficazes. Metade dos produtos são fotossensíveis, ou seja, perdem sua eficácia quando expostos ao calor ou praticamente não oferecem proteção UVA. Sete dos dez produtos apresentaram resultados ruim quanto á sua composição,  pela presença de produtos cancerígenos proibidos em muitos países mas utilizados no Brasil. Apenas dois produtos dos dez foram considerados aceitáveis.
A melhor forma de proteção contra as queimaduras solares é a exposição em horários adequados, antes das 10 horas e após as 16, usar roupas, chapéu, guarda-sol e sombrinhas, evitando-se os horários de maior incidência da radiação UVA.
Os especialistas argumentam que não se pode comparar um indivíduo acostumado a pegar sol por anos a fio com pessoas que costumam encarar o sol apenas em breves momentos do dia durante o ano. O estilo de vida artificial vivido pelas sociedades urbanas tem afastado o homem do contato com a natureza, dificultando sua relação com o meio ambiente.
O medo que o homem urbano vem sentindo do contato com o sol relaciona-se diretamente com sua atitude antinatural de postar-se frente ao meio ambiente. Quanto mais distante da natureza mais doente fica o homem e não surpreende que quem defenda seu afastamento do sol promove a enfermidade e agrava o sofrimento.
O cuidado necessário não deve ser negligenciado, porém como diz a máxima Budista o melhor caminho será sempre o caminho do meio.
Dr. Sebastião Luiz R. Moreira
Cirurgião Dentista - Homeopata
Terapeuta Natural
Referencias:
Dermatologia, Diagnóstico e tratamento – Bondi, Jegasothy & Lazarus – Artes Médicas -1993
Revista Proteste – nº 87/dezembro de 2009.






segunda-feira, 4 de julho de 2011

UTILIDADE PÚBLICA -

Repassem esta mensagem. Dispomos de 15 vagas para pacientes com Câncer de estômago, esôfago, duodeno e intestino. Tratamento completo, na Gastrooncologia, com Dr. Fonseca , diretor da Oncologia do Hospital Heliópolis, aluno do Hospital do Câncer.
Não há fila de espera.
Dra. Luciana Cini
(11) 9563 5430 (11) 9563 5430
(11) 4975 2309 (11) 4975 2309

sábado, 2 de julho de 2011

COMIDINHA DE BOTECO E CUIDADOS COM A DIETA.

Se você é fã daquela comidinha de boteco, daqueles petiscos deliciosos aos quais é tão difícil resistir, acompanhado sempre daquele chopinho ou cervejinha gelada, é bom ter cuidado se você estiver de dieta ou se pensa em controlar-se para não adquirir aqueles quilinhos a mais.
É preciso manter o cuidado com a ingesta de álcool e evitá-lo se estiver dirigindo; ficar atento também aos produtos muito calóricos, o excesso de gordura, em especial as gorduras saturadas e as gorduras trans que é um tipo de gordura hidrogenada.
 O prazer daquela saidinha não deve negligenciar o cuidado com a sua saúde e para isso, vamos apresentar uma relação entre vários produtos e sua quantidade média de calorias e os principais malefícios de seu excesso.
Produto
Calorias (média)
Malefícios do excesso
Cerveja
(1 copo 300ml)
140
Alcoolismo
Problemas no trânsito
Caipirinha
(1 copo 300 ml)
264
Alcoolismo
Problemas no trânsito
Vodca
(1 cálice 30 ml)
72
Alcoolismo
Problemas no trânsito
Cachaça
(meio copo 100 ml)
231
Alcoolismo
Problemas no trânsito
Batidas
(meio copo 100 ml)
251
Alcoolismo
Problemas no trânsito
Coxinha (100 g)
221
Gorduras saturadas
Pouco saudável pela fritura.
Torresmo
(3 unidades)
270
Alto teor de colesterol – muita gordura.

Produto
Calorias (média)
Malefícios do excesso
Pastel Carne
1 unidade 40 g)
200
Excesso de gordura e substâncias tóxicas das frituras
Pastel queijo
1 unidade 40 g)
130
Excesso de gordura e substâncias tóxicas das frituras
Pastel palmito
1 unidade 40 g)
180
Excesso de gordura e substâncias tóxicas das frituras
Amendoim
(1 xícara chá torrado)
576
Excesso de sal
Alto teor calórico
Amendoim crú
100 g
544
Alto teor calórico
Azeitona preta temperada
14 unidades
971
Altamente calórica
Cuidado com o excesso de sal
Azeitona vede em conserva
100g
140
Altamente calórica
Cuidado com o excesso de sal
Queijo provolone á milanesa
15g – um cubo
72
Excessivamente gorduroso
Tábua de frios
100g (+/- 6 fatias)
Presunto
Apresuntado
Salame
Queijo – 1 fatia 25 g
Mussarela
Provolone
Prato
Gorgonzola
Parmesão


90
120
415

81
84
88
99
101
Rico em sódio – cuidado para hipertensos

Excesso de gordura

Quanto mais amarelo mais gordura.
Mandioca frita
100 g (1 pires de chá)
352
Excesso de gordura
Batata frita
58 g 
(1 colher de servir)

150
Muito calórica 12 tiras = 155 cal.
Muito gordurosa
Polenta fria
2 fatias
80

Excesso de gordura e frituras
Produto
Calorias (média)
Malefícios do excesso
Frango á passarinho
100g
( 2 pedaços pequenos)

156
A pele concentra excesso de gordura - colesterol
O importante portanto é evitar o abuso e buscar as alternativas mais saudáveis de forma que a satisfação da saída não se transforme numa preocupação futura.
Fonte: idmed. Pulbicação de 10/junho/2011 - Dra.Mariana Fantini e Felipe Pereira