terça-feira, 26 de junho de 2012

4-MI COM ALTO TEOR NA COCA-COLA BRASILEIRA É INDUTOR DE CÂNCER.

A Coca-Cola brasileira vem apresentando em sua comercialização um teor altíssimo, 69,9 vezes acima do máximo recomendado, da substância 4_MI que participa da composição do corante caramelo. Essa substância foi reconhecida por pesquisas de laboratório, cientificamente confirmadas, como potencialmente indutoras de tumores cancerígenos, motivo pelo qual sua suspensão e redução vem sendo recomendada em vários países do mundo. Veja a matéria abaixo publicada pela Agência Reuters.


26/06/201219h13
Coca-Cola no Brasil tem substância suspeita de causar câncer
Reuters

26 Jun (Reuters) - A Coca-Cola vendida em vários países, inclusive no Brasil, continua apresentando níveis elevados de uma substância química associada a casos de câncer em animais, e que já foi praticamente eliminada na versão do refrigerante comercializada na Califórnia, disse na terça-feira o Centro para a Ciência no Interesse Público, com sede nos EUA.
A entidade disse que amostras da Coca-Cola recolhidas em nove países mostraram "quantidades alarmantes" da substância 4-metilimidazole, ou 4-MI, que entra na composição do corante caramelo. Níveis elevados dessa substância foram relacionados ao câncer em animais.
Em março, a Coca-Cola e sua rival PepsiCo anunciaram ter pedido aos fornecedores do corante para que alterassem seu processo industrial, de modo a atender a uma regra aprovada em plebiscito na Califórnia para limitar a exposição de consumidores a substâncias tóxicas.
A Coca-Cola disse na ocasião que iniciaria a mudança pela Califórnia, mas que com o tempo ampliaria o uso do corante caramelo com teor reduzido de 4-MI. A empresa não citou prazos para isso.
Na terça-feira, a Coca-Cola repetiu que o corante usado em todos os seus produtos é seguro, e que só solicitou a alteração aos fornecedores para se adequar às regras de rotulagem da Califórnia.
Segundo o CCIP, amostras da Califórnia examinadas recentemente mostravam apenas 4 microgramas de 4-MI por lata da bebida. A Califórnia agora exige um alerta no rótulo de um alimento ou bebida se houver a chance de o consumidor ingerir mais de 30 microgramas por dia.
Nas amostras brasileiras, havia 267 microgramas de 4-MI por lata. Foram registrados 177 microgramas na Coca-Cola do Quênia, e 145 microgramas em amostras adquiridas em Washington.
"Agora que sabemos que é possível eliminar quase totalmente essa substância carcinogênica das colas, não há desculpa para que a Coca-Cola e outras empresas não façam isso no mundo todo, e não só na Califórnia", disse em nota Michael Jacobson, diretor-executivo do CCIP.
A FDA (agência de fiscalização de alimentos e remédios dos EUA) está avaliando uma solicitação do CCIP para proibir o processo que cria níveis elevados de 4-MI, mas disse que não há razão para crer em riscos imediatos aos consumidores.
Neste ano, um porta-voz da FDA disse que uma pessoa teria de consumir "bem mais de mil latas de refrigerante por dia para atingir as doses administradas nos estudos que demonstraram ligações com o câncer em roedores".
A Coca-Cola disse na terça-feira que continua desenvolvendo a logística para adotar o novo corante caramelo.
"Pretendemos ampliar o uso do caramelo modificado globalmente, para nos permitir agilizar e simplificar nossa cadeia de fornecimento e os sistemas de fabricação e distribuição", disse a empresa em nota.
Uma porta-voz não quis comentar os custos dessa mudança.
(Reportagem de Brad Dorfman

segunda-feira, 4 de junho de 2012

SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS - UM ESTUDO DO HOSPITAL JOHN HOPKINS.

Síndrome das Pernas Inquietas
A síndrome das pernas inquietas é a mais comum das doenças do sono, da qual poucos ouviram falar. Afeta cerca de 7% da população e se caracteriza principalmente por uma profunda sensação desagradável nas pernas, nos ossos e, às vezes, como se fosse uma coceira ou friagem, choque, formigamento, e eventualmente dor. Estes sintomas são acompanhados de uma sensação de angústia e imensa necessidade de mover as pernas, ou ainda massageá-las, alongá-las ou mesmo espancá-las em algumas situações.
Os sintomas ocorrem principalmente na hora de se deitar, mas podem ocorrer em qualquer momento em que o indivíduo fica parado (sentado ou deitado), seja para descansar ou qualquer outra atividade que não exija movimentos. Os sintomas da síndrome das pernas inquietas podem ser tão intensos que o paciente não consegue iniciar o sono.
Alguns pacientes quando dormem apresentam abalos nas pernas (chutes) durante quase toda a noite. Isto não deve ser confundido com SPI, assim como não é SPI o comportamento de algumas pessoas caracterizado por movimentos repetitivos das pernas ou pés, os quais podem ser apenas maneirismos ou estratégias para aumentar o grau de alerta após uma noite mal dormida.



Estudo recente do Hospital Johns Hopkins, com 76 pacientes, procurou caracterizar os estudos clínicos e eletrofisiológicos e o resultado de tratamento de pacientes com a denominada SPI - Síndrome das Pernas Inquietas. 
Os resultados analisados, os pesquisadores puderam afirmar que a síndrome das pernas inquietas é uma síndrome clínica debilitante, não devido aos movimentos, mas acima disso devido à dor causada aos pacientes, que constantemente é indiferente ao tratamento.
Abaixo o resultados do estudo apresentado no site médico MEDICALSERVICE.


SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS - UMA SÉRIE DE CASOS DE 76 PACIENTES
São Paulo, 27 de Abril de 2012
Para melhor caracterizar os fatores clínicos, eletrofisiológicos e resultados de tratamentos da síndrome das pernas inquietas (SPI), pesquisadores do The Johns Hopkins Hospital publicaram no Archives of Neurology um estudo de ampla série de casos, realizado em um ambulatório neurológico de um centro terciário de referência , de 1983 a 2011. Todos os casos de SPI observados na instituição durante um período de 18 anos foram identificados utilizando-se registros de relatórios médicos.
O desfecho principal do estudo era mensurar as principais características demográficas, clínicas, radiológicas, e eletrofisiológicas da SPI. Os desfechos de tratamentos e acompanhamentos a longo prazo foram relatados no estudo também.
Os resultados demonstraram que dos 76 casos identificados (incluindo 50 mulheres [66%]), a idade média dos indivíduos no início do estudo era de 58 anos (faixa de 24 - 86 anos) e na avaliação neurológica era de 63 anos (faixa de 26 - 88 anos). O envolvimento apenas do membro inferior era mais comum (69 pacientes [91%]) e 44 casos (58%) era bilateral. As causas diagnósticas mais frequentes eram neuropatias periféricas (21 casos [28%]), trauma prévio (8 [11%]) e radiculopatia (7 [9%]); 32 casos (42%) eram criptogênicos. A eletromiografia consistentemente demonstrou picos irregulares de 50 milissegundos a 1 segundo de potenciais na unidade motora disparando numa frequência de  2 a 200 Hz, acompanhando os movimentos. Dor foi o primeiro sintoma na maioria dos pacientes e era mais incômoda aos pacientes do que os movimentos constantes. Ambos os sintomas eram difíceis de serem tratados, sem um benefício consistente de uma variedade de remédios e medidas terapêuticas. A síndrome persistiu na maioria dos pacientes (83%) durante o acompanhamento médio de 4.6 anos, sugerindo pouca probabilidade de melhora espontânea.
Com os resultados analisados, os pesquisadores puderam afirmar que a síndrome das pernas inquietas é uma síndrome clínica debilitante, não devido aos movimentos, mas acima disso devido à dor causada aos pacientes, que constantemente é indiferente ao tratamento. Envolvimento segmental do membro inferior é mais comum e achados neurofisiológicos apoiam o processo patofisiológico localizado em um gerador central na medula espinal ou a nível de tronco encefálico.
Uma resenha de Painful Legs and Moving Toes Syndrome - A 76-Patient Case Series - Archives of Neurology; Published online April 9, 2012.
FONTE:

 
 

domingo, 3 de junho de 2012

SALVANDO OS TIGRES - UMA MISSÃO QUASE IMPOSSÍVEL



Este vídeo e o material abaixo transcrito da página fonte revelam o esforço de países, onde os tigres possuem seu habitat natural, para controlar e impedir a caça e aprisionamento desses animais, cuja população sofreu uma redução de sete vezes seu número nos últimos anos, configurando grande possibilidade de extinção até 2.022.
O trabalho reflete as decisões tomada na Cimeira de São Petesburgo, na Rússia em 2010, onde governos e entidades envolvidas na preservação da natureza e de seu bioma, desenvolvem ações concretas para impedir a caça e o aprisionamento de animais, além de esforços concretos no sentido da recuperação das áreas necessárias à sua sobrevivência, tornando-as invioláveis.
Mostra o trabalho conjunto das forças policiais, principalmente na África do Sul e Nepal, no sentido de controlar e manter isoladas essas áreas, com auxílio das comunidades locais, desarmamento e conscientização da comunidade, com foco especial nas escolas.
Um grandioso trabalho em defesa da vida animal e preservação ambiental, desenvolvido no Bardia National Park – Nepal.
 Vale conferir.
slrm






TRABALHANDO PARA TERMINAR  COM O APRISIONAMENTO E A CAÇA ILEGAL DE TIGRES.
O primeiro passo vital no caminho para a recuperação da população de tigres.
Só podemos  inverter a rápida diminuição de tigres se adotarmos  uma posição imediata no seu coração – as florestas, savanas e pântanos onde Tigres vivem e se reproduzem.
A chave para isso é uma ação imediata por parte dos governos de países onde hajam tigres para proteger dos caçadores, criando-se uma equipe de campo bem treinada e gerenciada, bem motivada e dispondo dos recursos necessários em cada um dos locais de apoio a  essas populações críticas. Cada governo deve abrir seus orçamentos e fundos grátis para garantir este primeiro passo... No caso de fundos não estarem disponíveis, fontes alternativas devem ser encontradas imediatamente.
Existe a necessidade da criação de áreas de proteção à criação e reprodução de tigres totalmente protegidas da interferência humana, ou seja invioláveis. Essa idéia foi adotada a partir da International “Tiger Summit” – 2010. Interromper a caça ilegal é o primeiro passo e a tarefa a seguir é fazer com que a declaração seja cumprida.
Somente poderemos reverter a queda acelerada das espécies de tigres, se fizermos uma intervenção imediata em seu habitat, locais onde vivem e se reproduzem.
Um ano atrás, na cimeira histórica em São Petersburgo, Rússia, líderes globais declararam que eles vão trabalhar juntos para dobrar o número de tigres selvagens até 2022. Esta foi uma visionária e ambiciosa Declaração de intenção dos líderes e precisamente o que era necessário para virar o jogo para sempre em favor do tigre.

Os líderes reconheceram que para atingir esse objetivo, todos nós tínhamos que  nos  unir e agir com segurança e a robustez. "Business-as-usual" não é mais uma opção para a sobrevivência do tigre. Este ambicioso e novo objetivo a ser partilhado, dá a dimensão do que  pode ser alcançado em doze anos, como limite para barrar a extinção da espécie. A meta significa que já não falamos simplesmente de salvar o tigre da extinção, mas colocá-lo decididamente dentro de um processo para  voltar ao curso de recuperação.
Existe um levantamento de que apenas 3200 pessoas estejam envolvidas nesse processo, sendo necessário atingir um número de pelo menos 6000 em 12 anos, o que não pode ser feito ser um grande esforço estratégico e coordenado. A Cimeira fez o diagnóstico, agora cabe aos governos e instituições implementar as ações.
O habitat dos tigres encolheu próximo a sete vezes do que era antes disponível para a espécie, ficando restrito a pequenos bolsões dentro que antes era seu habitat.
Restabelecer as populações de tigres para áreas despovoadas das paisagens é vital para duplicar o número de animais. A paisagem, portanto,  é fundamental para a estratégia, já que se perdeu corredores vitais que integram habitats quase impossíveis de recuperação. Isso exigirá tenção imediata separada e nunca é fácil. Se perdermos os últimos tigres de reprodução na paisagem, há muito pouca esperança para sua restauração, mesmo recuperando as paisagens e os corredores vitais.
Estas últimas populações reprodutoras são como o coração do plano para a recuperação da espécie. Quando o coração parar de bater, não haverá nenhum tigre selvagem deixado para recuperação. Sem que este coração possa bombear novos tigres para um cenário mais amplo, a recuperação será impossível. Somente o fim da caça ilegal e tigres e seu aprisionamento podem fazer que esse coração permaneça saudável.
Os valentes esforços da equipe de campo, funcionários e comunidades na linha de frente da conservação do tigre, trabalhando todos os dias para proteger o tigre e seu habitat, devem ser elogiados. Esses esforços ainda conseguem  ser neutralizados por caçadores, que estão se tornando cada vez mais sofisticados em seus métodos para matar Tigres.
O passo mais importante e relativamente simples para coibir a caça furtiva, zerando-a,  é aumentar o número de equipes de campo, trabalhando nas áreas centrais. Certificar-se de que eles são bem geridos e providos dos recursos necessários e assegurar que eles tenham respeito e motivação numa base diária para continuar a assumir a liderança no trabalho de recuperação da população de tigres.
Mais de um ano a partir da Cimeira de São Petersburgo, não podemos perder um minuto para proteger melhor o coração do tigre. Os participantes da Cimeira e Tigre apoiadores em todo o mundo têm demonstrado a vontade. Nós devemos iluminar o caminho.
No início de 2012,  os países ligados ao tigre e parceiros se reunirão para olhar para trás sobre os progressos realizados desde a Cimeira e planejar para o próximo ano. É vital para o sucesso da parceria e a recuperação do tigre que uma ação conjunta específica seja iniciada imediatamente para:

  • Identificar inicialmente as áreas  importantes como habitat e reprodução dos tigres, tornando-as livre de caça furtiva, transformando-as em áreas invioláveis.
  • Identificar e pôr em prática os recursos para acabar com a caça furtiva nesses locais, incluindo  pessoal de campo mais eficaz e motivado.
  • Mobilizar os fundos agora e no futuro previsível proteger os locais.
  • Monitorar e emitir relatórios sobre os progressos realizados na zona chamada de “Zero caça furtiva”, incluindo o direito à execução monitoramento e gerenciamento de locais principais.
  • Projetar mais ações para travar a caça ilegal fora das áreas de núcleo.
Se os tigre heartlands forem deixados desprotegidos até o próximo  relatório dos governos, em 2013, haverá nenhuma esperança de alcançar a meta que foi proposta pelos  participantes Cimeira em 2010.
Zero Poaching (caça zero)  é o caminho a seguir, e a ação deve começar agora. Podemos conseguir recuperação de tigres e dobrar seus números se duplicarmos os nossos esforços e trabalharmos em conjunto.
FONTE: